segunda-feira, 30 de setembro de 2013
LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - WALDO VIEIRA E CHICO XAVIER POR ANDRÉ LUIZ
Nos Embates Políticos
Situar
em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas
cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o
Senhor.
Só
o Espírito possui eternidade.
Distanciar-se
do partidarismo extremado.
Paixão
em campo, sombra em torno.
Em
nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de propaganda
política,
nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da
caridade.
O
despistamento favorece a dominação do mal.
Cumprir
os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos eletivos,
segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas
do fanatismo de grei.
O
discernimento é caminho para o acerto.
Repelir
acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem
defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a
Doutrina, em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos.
O
Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.
Não
comerciar com o voto dos companheiros de Ideal, sobre quem a sua palavra ou
cooperação possam exercer alguma influência.
A
fé nunca será produto para mercado humano.
Por
nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com responsabilidades
administrativas de interesse público, mas sim orar em favor deles, a fim de que
se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.
Para
que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego da
crítica.
Impedir
palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições
doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial.
A
rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana.
"Nenhum
servo pode servir a dois senhores." - Jesus.
(Lucas,
capítulo 16, versículo 13.)
LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - WALDO VIEIRA E CHICO XAVIER POR ANDRÉ LUIZ
Nos Embates Políticos
Situar
em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas
cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o
Senhor.
Só
o Espírito possui eternidade.
Distanciar-se
do partidarismo extremado.
Paixão
em campo, sombra em torno.
Em
nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de propaganda
política,
nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da
caridade.
O
despistamento favorece a dominação do mal.
Cumprir
os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos eletivos,
segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas
do fanatismo de grei.
O
discernimento é caminho para o acerto.
Repelir
acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem
defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a
Doutrina, em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos.
O
Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.
Não
comerciar com o voto dos companheiros de Ideal, sobre quem a sua palavra ou
cooperação possam exercer alguma influência.
A
fé nunca será produto para mercado humano.
Por
nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com responsabilidades
administrativas de interesse público, mas sim orar em favor deles, a fim de que
se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.
Para
que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego da
crítica.
Impedir
palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições
doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial.
A
rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana.
"Nenhum
servo pode servir a dois senhores." - Jesus.
(Lucas,
capítulo 16, versículo 13.)
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - WALDO VIEIRA E CHICO XAVIER POR ANDRÉ LUIZ
Na Sociedade
Desistir
de somente aparentar propósitos de evangelização, mas reformar-se efetivamente
no campo moral, não se submetendo a qualquer hábito menos digno, ainda mesmo
quando consagrado por outrem.
A
evolução requer da criatura a necessária dominação sobre o meio em que nasceu.
Perdoar
sempre as possíveis e improcedentes desaprovações sociais à sua fé,
confessando, quando preciso for, a sua qualidade religiosa, principalmente
através da boa reputação e da honradez que lhe exornam o caráter.
Cada
Espírito responde por si mesmo.
Libertar-se
das injunções sociais que funcionem em detrimento da fé que professa e
desapegar-se do "desculpismo" sistemático com que possa acomodar-se a
qualquer atitude menos feliz.
A
negligência provoca desperdícios irreparáveis.
Afastar-se
dos lugares viciosos com discrição e prudência, sem crítica, nem desdém,
somente relacionando-se com eles para emprestar-lhes colaboração fraterna a
favor dos necessitados.
O
cristão sabe descer à furna do mal, socorrendo-lhe as vítimas.
Em
injunção alguma, considerar ultrapassadas ou ridículas as práticas religiosas
naturais do Espiritismo, como meditar, orar ou pregar.
A
Doutrina Espírita é uma só em todas as circunstâncias.
Tributar
respeito aos companheiros que fracassaram em tarefas do coração.
Há
lutas e dores que só o Juiz Supremo pode julgar em sã consciência.
Atender
aos supostos felizes ou infelizes, cultos e incultos, com respeito e bondade,
distinção e cortesia.
A
condição social é apenas apresentação passageira e todos os papéis são
permutáveis na sucessão das existências.
(1ª epístola aos romanos, capítulo 14, versículo 19.)
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - WALDO VIEIRA E CHICO XAVIER POR ANDRÉ LUIZ
No Trabalho
Desde
que se encontre em condições orgânicas favoráveis, dedicar-se ao exercício
constante de uma profissão nobre e digna.
O
engrandecimento da vida exige o tributo individual ao trabalho.
Situar
em posições distintas as próprias tarefas diante da família e da profissão, da
doutrina que abraça e da coletividade a que deve servir, atendendo a todas as
obrigações com o necessário equilíbrio.
O
dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência.
Examinar
os temas de serviço que lhe digam respeito, para não estagnar os próprios
recursos na irresponsabilidade destrutiva ou na rotina perniciosa.
Da
busca incessante de perfeição, procede a competência real.
Ajudar
aos colegas de trabalho e compreendê-los, contribuindo para a honorabilidade
daclasse a que pertença.
O
espírita responde por sua qualificação nos múltiplos setores da experiência.
Cultuar
a caridade nas tarefas profissionais, inclusive naquelas que se refiram às
transações do comércio.
O
utilitarismo humano é uma ilusão como as outras.
Jamais
prevalecer-se das possibilidades de que disponha no movimento espírita para
favoritismos e vantagens na esfera profissional.
Quem
engana a própria fé, perde a si mesmo.
Em
nenhuma ocasião, desprezar as ocupações de qualquer natureza, desde que nobres
e úteis, conquanto humildes e anônimas.
O
trabalho recebe valor pela qualidade dos seus frutos.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - WALDO VIEIRA E CHICO XAVIER POR ANDRÉ LUIZ
Em Viagem
Distribuir,
por onde viajar, exortações de alegria e esperança com quantos lhe partilhem o
itinerário.
O
verdadeiro espírita jamais perde oportunidade de fazer o bem.
Tratar
generosamente os companheiros do caminho.
A
qualidade da fé que alimentamos transparece de toda ação.
Ceder,
dentro das possibilidades naturais, as melhores posições nas viaturas aos
companheiros mais necessitados.
Um
gesto simples define uma causa.
Sem
esquecer os próprios objetivos, prever com estudo judicioso e minudente os
percalços e as metas da viagem.
A
previdência exprime vigilância.
Nas
aproximações afetivas, comuns àqueles que viajam, fixar demonstrações de
otimismo para que a tristeza não prejudique a obra da confiança.
O
otimismo gera paz e simpatia.
Na
atenção devida aos companheiros, cuidar com estima e apreço de todas as
encomendas, recados e notícias de que seja portador.
O
intercâmbio amigo destrói o insulamento.
Não
se esquecer do respeito, da gentileza e da cordialidade com que se devem tratar
indistintamente funcionários e servidores em veículos, hotéis, repartições e
lugares públicos.
Aquele
que anda, imprime sinais por onde passa.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - WALDO VIEIRA E CHICO XAVIER POR ANDRÉ LUIZ
Na Via Pública
Demonstrar,
com exemplos, que o espírita é cristão em qualquer local.
A
Vinha do Senhor é o mundo inteiro.
Colaborar
na higiene das vias públicas, não atirando detritos nas calçadas e nas
sarjetas.
As
pessoas de bons costumes se revelam nos menores atos.
Consagrar
os direitos alheios, usando cordialidade e brandura com todo transeunte, seja
ele quem for.
O
culto da caridade não exige circunstâncias especiais.
Cumprimentar
com serenidade e alegria as pessoas que convivem conosco, inspirando-lhes
confiança.
A
saudação fraterna é cartão de paz.
Exteriorizar
gentileza e compreensão para com todos, prestando de boamente informações aos
que se interessem por elas, auxiliando as crianças, os enfermos e as pessoas
fatigadas em meio ao trânsito público, nesse ou naquele mister.
Alguns
instantes de solidariedade semeiam simpatia e júbilo para sempre.
Coibir-se
de provocar alarido na multidão, através de gritos ou brincadeiras
inconvenientes, mantendo silêncio e respeito, junto às residências particulares,
e justa veneração diante dos hospitais e das escolas, dos templos e dos
presídios.
A
elegância moral é o selo vivo da educação.
Abolir
o divertimento impiedoso com os mutilados, com os enfermos mentais, com os
mendigos e com os animais que nos surjam à frente.
Os
menos felizes são credores de maior com paixão.
Proteger,
com desvelo, caminhos e jardins, monumentos e pisos, árvores e demais recursos
de beleza e conforto, dos lugares onde estiver.
O
logradouro público é salão de visita para toda a comunidade.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - WALDO VIEIRA E CHICO XAVIER POR ANDRÉ LUIZ
No Lar
Começar
na intimidade do templo doméstico a exemplificação dos princípios que esposa,
com sinceridade e firmeza, uniformizando o próprio procedimento, dentro e fora
dele.
Fé
espírita no clima da família, fonte do Espiritismo no campo social.
Calar
todo impulso de cólera ou violência, amoldando-se ao Evangelho de modo a
estabelecer a harmonia em si mesmo perante os outros.
A
humildade constrói para a Vida Eterna.
Proporcionar
às crianças os fundamentos de uma educação sólida e bem orientada, sem
infundir-lhes medo ou fantasias, começando por dar-lhes nomes simples e
naturais, evitando a pompa dos nomes famosos, suscetíveis de lhes criar
embaraços futuros.
O
lar é a escola primeira.
Sempre
que possível, converter o santuário familiar em dispensário de socorro aos
menos felizes, pela aplicação da quilo que seja menos necessário à mantença
doméstica.
A
Seara do Cristo não tem fronteira.
Se
está sozinho com a sua fé, no recesso do próprio lar, deve o espírita atender
fielmente ao testemunho de amor que lhe cabe, lembrando-se de que responderá,
em qualquer tempo, pelos princípios que abraça.
A
ribalta humana situa-nos sempre no papel que devamos desempenhar.
Ao
menos, uma vez por semana, formar o culto do Evangelho com todos aqueles que
lhe co-participam da fé, estudando a Verdade e irradiando o Bem, através de
preces e comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados
espíritas.
Quem
cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.
Evitar
o luxo supérfluo nos aposentos, objetos e costumes, imprimindo em tudo
características de naturalidade, desde os hábitos mais singelos até os
pormenores arquitetônicos da própria moradia.
Não há verdadeiro clima espírita cristão sem a
presença da simplicidade conosco.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - WALDO VIEIRA E CHICO XAVIER POR ANDRÉ LUIZ
Do Médium
Esquivar-se
à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada
transcendência, reconhecendo-se humilde portador de tarefas comuns, conquanto
graves e importantes como as de qualquer outra pessoa.
O
seareiro do Cristo é sempre servo, e servo do amor.
No
horário disponível entre as obrigações familiares e o trabalho que lhe garante
a subsistência, vencer os imprevistos que lhe possam impedir o comparecimento
às sessões, tais como visitas inesperadas, fenômenos climatéricos e outros
motivos, sustentando lealdade ao próprio dever.
Sem
euforia íntima não há exercício mediúnico produtivo.
Preparar
a própria alma em prece e meditação, antes da atividade mediúnica, evitando,
porém, concentrar-se mentalmente para semelhante mister durante as explanações
doutrinárias, salvo quando lhe caibam tarefas especiais concomitantes, a fim de
que não se prive do ensinamento.
A
oração é luz na alma refletindo a Luz Divina.
Controlar
as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível,
respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou
quaisquer gestos violentos.
O
medianeiro será sempre o responsável direto pela mensagem de que se faz
portador.
Silenciar
qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele fenômeno.
A
espontaneidade é o selo de crédito em nossas comunicações com o Reino do
Espírito.
Mesmo
indiretamente, não retirar proveito material das produções que obtenha.
Não
há serviço santificante na mediunidade vinculada a interesses inferiores.
Extinguir
obstáculos, preocupações e impressões negativas que se relacionem com o
intercâmbio mediúnico, quais sejam, a questão da consciência vigilante ou da
inconsciência sonambúlica durante o transe, os temores inúteis e as
suscetibilidades doentias, guiando-se pela fé raciocinada e pelo devotamento
aos semelhantes.
Quem
se propõe avançar no bem, deve olvidar toda causa de perturbação.
Ainda
quando provenha de círculos bem-intencionados, recusar o tóxico da lisonja.
No
rastro do orgulho, segue a ruína.
Fugir
aos perigos que ameaçam a mediunidade, como sejam a ambição, a ausência de
autocrítica,
a falta de perseverança no bem e a vaidade com que
se julga invulnerável.
O
medianeiro carrega consigo os maiores inimigos de si próprio.
"Mas
a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil." -
Paulo. (1ª epístola aos coríntios, 12:7.)
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - WALDO VIEIRA E CHICO XAVIER POR ANDRÉ LUIZ
Do Dirigente de Reuniões
Doutrinárias
Ser
atencioso, sereno e compreensivo no trato com os enfermos encarnados e
desencarnados, aliando humildade e energia, tanto quanto respeito e disciplina
na consecução das próprias tarefas.
Somente
a forja do bom exemplo plasma a autoridade moral.
Observar
rigorosamente o horário das sessões, com atenção e assiduidade, fugindo de
realizar sessões mediúnicas inopinadamente, por simples curiosidade ou ainda
para atender a solicitação sem objetivo justo.
Ordem
mantida, rendimento avançado.
Em
favor de si mesmo e dos corações que se lhe associam à experiência, não se
deixar conduzir por excessiva credulidade no trabalho direcional, nem
alimentar, igualmente, qualquer prevenção contra pessoas ou assuntos.
Quem
se demora na margem, sofre atraso em caminho.
Interdizer
a participação de portadores de mediunidade em desequilíbrio nas tarefas
sistematizadas de assistência mediúnica, ajudando-os discretamente no reajuste.
Um
doente-médium não pode ser um médium-sadio.
Colaborar
para que se não criem situações constrangedoras para qualquer assistente, seja
ele médium, enfermo ou acompanhante, procurando a paz de todos em todas as
circunstâncias.
O
proveito de uma sessão é fruto da paz naqueles que a integram.
Impedir,
sem alarde, a presença de pessoas alcoolizadas ou excessivamente agitadas nas
assembléias doutrinárias, excetuando-se nas tarefas programadas para tais
casos.
A
caridade não dispensa a prudência.
Esclarecer
com bondade quantos se apresentem sob exaltação religiosa ou com excessivo zelo
pela própria doutrina Espírita, à feição de fronteiriços do fanatismo.
O
conselho fraterno existe como necessidade mútua.
Desaprovar
o emprego de rituais, imagens ou símbolos de qualquer natureza nas sessões,
assegurando a pureza e a simplicidade da prática do Espiritismo.
Mais
vale um sentimento puro que centenas de manifestações exteriores.
Rejeitar
sempre a condição simultânea de dirigente e médium psicofônico, por não poder,
desse
modo, atender condignamente nem a um e nem a outro
encargo.
Em
qualquer atividade, a disciplina sedimenta o êxito.
Fugir
de julgar-se superior somente por estar na cabina de comando.
Não
é a posição que exalta o trabalhador, mas sim o comportamento moral com que se
conduz dentro dela.
"Como,
pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele." - Paulo.
(Colossenses, capítulo 2, versículo 7.)
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - WALDO VIEIRA E CHICO XAVIER POR ANDRÉ LUIZ
Do Jovem
Moderar
as manifestações de excessivo entusiasmo, exercitando-se na ponderação quanto
às lutas de cada dia, sem, contudo, deixar-se intoxicar pela circunspecção
sistemática ou pela sombra do pessimismo.
O
culto da temperança afasta o desequilíbrio.
Anotar
a extensão das suas forças, consultando sempre os corações mais amadurecidos no
aprendizado terrestre, sobre as diretrizes e os passos fundamentais da própria
existência, prevenindo-se contra prováveis desvios.
Invigilância
conservada, desastre certo.
Guardar
persistência e uniformidade nas atitudes, sem dispersar possibilidades em múltiplas
tarefas simultâneas, para que não fiquem apenas parcialmente executadas.
Inconstância
e indisciplina são portas de frustração.
Abster-se
do mergulho inconsciente nas atividades de caráter festivo, evitando,
outrossim, o egoísmo doméstico que inspire a deserção do trabalho de ordem
geral.
A
imprudência constrói o desajuste, o desajuste cria o extremismo e o extremismo
gera a perturbação.
Apagar
intenções estranhas aos deveres de humanidade e ao aperfeiçoamento moral de si
mesmo.
A
insinceridade ilude, primeiramente, aquele que a promove.
Buscar
infatigavelmente equilíbrio e discernimento na sublimação das próprias
tendências, consolidando maturidade e observação no veículo físico, desde os
primeiros dias da mocidade, com vistas à vida perene da alma.
Os
compromissos assumidos pelo Espírito reencarnante têm começo no momento da
concepção.
"Foge
também aos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os
que, de coração puro, invocam o Senhor." - Paulo. (2ª carta a Timóteo,
capítulo 2, versículo 22.)
terça-feira, 17 de setembro de 2013
LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - WALDO VIEIRA E CHICO XAVIER - POR ANDRÉ LUIZ
DA MULHER
Compenetrar-se do apostolado de guardiã do instituto
da família e da sua elevada tarefa na condução das almas trazidas ao
renascimento físico.
Todo compromisso no bem é de
suma importância no mundo espiritual.
Afastar-se
de aparências e fantasias, consagrando-se às conquistas morais que falam de
perto à vida imperecível, sem prender-se ao convencionalismo absorvente.
O
retorno à condição de desencarnado significa retorno à consciência profunda.
Afinar-se
com os ensinamentos cristãos que lhe situam a alma nos serviços da maternidade
e da educação, nos deveres da assistência e nas bênçãos da mediunidade
santificante.
Quem
foge à oportunidade de ser útil, engana a si mesmo.
Sentir
e compreender as obrigações relacionadas com as uniões matrimoniais do ponto de
vista da vida multimilenária do Espírito, reconhecendo a necessidade das
provações regenerativas que assinalam a maioria dos consórcios terrestres.
O
sacrifício representa o preço da alegria real.
Opor-se
a qualquer artificialismo que vise transformar o casamento numa simples ligação
sexual, sem as belezas da maternidade.
Junto
dos filhos apagam-se ódios, sublima-se o amor e harmonizam-se as almas para a
eternidade.
Reconhecer grave delito no aborto que arroja o
coração feminino à vala do infortúnio.
Sexo
desvirtuado, caminho de expiação.
Preservar
os valores íntimos, sopesando as próprias deliberações com prudência e
realismo, em seus deveres de irmã, filha, companheira e mãe.
O trabalho da mulher é sempre a missão do amor,
estendendo-se ao infinito.
"E,
respondendo, disse-lhe Jesus: - Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com
muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual
não lhe será tirada." - (Lucas, capítulo 10, versículos 41 e 42)
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
LIVRO PÃO NOSSO - CHICO XAVIER POR EMMANUEL
CRÊ E SEGUE
“Assim como
tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 17, VERSÍCULO
18.)
Se abraçaste, meu
amigo, a tarefa espiritista-cristã, em nome da fé sublimada, sedento de vida
superior, recorda que o Mestre te enviou o coração renovado ao vasto campo do
mundo para servi-lo.
Não só ensinarás
o bom caminho. Agirás de acordo com os princípios elevados que apregoas.
Ditarás
diretrizes nobres para os outros, contudo, marcharás dentro delas, por tua vez.
Proclamarás a
necessidade de bom ânimo, mas seguindo, estrada a fora, semeando alegrias e bênçãos,
ainda mesmo quando incompreendido de todos.
Não te
contentarás em distribuir moedas e benefícios imediatos. Darás sempre algo de
ti mesmo ao que necessita.
Não somente
perdoarás. Compreenderás o ofensor, auxiliando-o a reerguer-se.
Não criticarás.
Encontrarás recursos inesperados de ser útil.
Não deblaterarás.
Valer-te-ás do tempo para materializar os bons pensamentos que te dirigem.
Não disputarás
inutilmente. Encontrarás o caminho do serviço aos semelhantes em qualquer
parte.
Não viverás
simplesmente no combate palavroso contra o mal. Reterás o bem, semeando-o com
todos.
Não condenarás.
Descobrirás a luz do amor para fazê-la brilhar em teu coração, até o sacrifício.
Ora e vigia.
Ama e espera.
Serve e renuncia.
Se não te dispões
a aproveitar a lição do Mestre Divino, afeiçoando a própria vida aos seus
ensinamentos, a tua fé terá sido vã.
FIM
sábado, 14 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
LIVRO PÃO NOSSO - CHICO XAVIER POR EMMANUEL
ENTENDAMOS SERVINDO
“Porque também nós éramos noutro tempo insensatos.” — Paulo. (TITO, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO
3.)
O martelo,
realmente, colabora nos primores da estatuária, mas não pode golpear a pedra,
indiscriminadamente.
O remédio amargo
estabelece a cura do corpo enfermo, no entanto, reclama ciência na dosagem.
Nem mais, nem
menos.
Na sementeira da
verdade, igualmente, é indispensável não nos desfaçamos em movimento impensado.
Na Terra, não
respiramos num domicílio de anjos. Somos milhões de criaturas, no labirinto de
débitos clamorosos do passado, suspirando pela desejada equação.
Quem ensina com
sinceridade, naturalmente aprendeu as lições, atravessando obstáculos duros.
Claro que a
tolerância excessiva resulta em ausência de defesa justa, entretanto, é
inegável que para educarmos a outrem, necessitamos de imenso cabedal de
paciência e entendimento.
Paulo, incisivo e
enérgico, não desconhecia semelhante realidade.
Escrevendo a
Tito, lembra as próprias incompreensões de outra época para justificar a
serenidade que nos deve caracterizar a ação, a serviço do Evangelho Redentor.
Jamais
atingiremos nossos objetivos, torturando chagas, indicando cicatrizes,
comentando defeitos ou atirando espinhos à face alheia.
Compreensão e
respeito devem preceder-nos a tarefa em qualquer parte.
Recordemos nós
mesmos, na passagem pelos círculos mais baixos, e estendamos braços fraternos
aos irmãos que se debatem nas sombras.
Se te encontras
interessado no serviço do Cristo, lembra-te de que Ele não funcionou em
promotoria de acusação e, sim, na tribuna do sacrifício até à cruz, na condição
de advogado do mundo inteiro.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
LIVRO PÃO NOSSO - CHICO XAVIER POR EMMANUEL
COMBATE INTERIOR
“Tendo o mesmo combate que já em mim
tendes visto e agora ouvis estar em mim.” — Paulo. (FILIPENSES, CAPÍTULO 1, VERSÍCULO 30.)
Em plena juventude, Paulo terçou armas
contra as circunstâncias comuns, de modo a consolidar posição para impor-se no
futuro da raça. Pelejou por sobrepujar a inteligência de muitos jovens que lhe
foram contemporâneos, deixou colegas e companheiros distanciados. Discutiu com
doutores da Lei e venceu-os. Entregou-se à conquista de situação material
invejável e conseguiu-a.
Combateu por evidenciar-se no tribunal
mais alto de Jerusalém e sobrepôs-se a velhos orientadores do povo escolhido.
Resolveu perseguir aqueles que interpretava por inimigos da ordem estabelecida
e multiplicou adversários em toda parte. Feriu, atormentou, complicou situações
de amigos respeitáveis, sentenciou pessoas inocentes a inquietações
inomináveis, guerreou pecadores e santos, justos e injustos...
Surgiu,
contudo, um momento em que o Senhor lhe convoca o espírito a outro gênero de
batalha — o combate consigo mesmo.
Chegada
essa hora, Paulo de Tarso cala-se e escuta...
Quebra-se-lhe
a espada nas mãos para sempre.
Não tem
braços para hostilizar e sim para ajudar e servir.
Caminha,
modificado, em sentido inverso. Ao invés de humilhar os outros, dobra a
própria cerviz.
Sofre e
aperfeiçoa-se no silêncio, com a mesma disposição de trabalho que o
caracterizava nos tempos de cegueira.
É
apedrejado, açoitado, preso, incompreendido muitas vezes, mas prossegue sempre,
ao encontro da Divina Renovação.
Se ainda
não combates contigo mesmo, dia virá em que serás chamado a semelhante serviço.
Ora e
vigia, prepara-te e afeiçoa o coração à humildade e à paciência. Lembra-te, meu
irmão, de que nem mesmo Paulo, agraciado pela visita pessoal de Jesus,
conseguiu escapar.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
LIVRO PÃO NOSSO - CHICO XAVIER POR EMMANUEL
GUARDEMOS SAÚDE MENTAL
“Pensai nas
coisas que são de cima, e não nas que são da Terra.” — Paulo. (COLOSSENSES, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 2.)
O Cristianismo primitivo não desconhecia a necessidade
da mente sã e iluminada de aspirações superiores, na vida daqueles que abraçam
no Evangelho a renovação substancial.
O trabalho de notáveis pensadores de hoje encontra
raízes mais longe.
Sabem agora, os
que lidam com os fenômenos mediúnicos, que a morte da carne não impõe as
delícias celestiais.
O homem encontra-se, além do túmulo, com as
virtudes e defeitos, ideais e vícios a que se consagrava no corpo.
O criminoso imanta-se ao círculo dos próprios
delitos, quando se não algema aos parceiros na falta cometida.
O avarento está preso aos bens supérfluos que
abusivamente amontoou.
O vaidoso permanece ligado aos títulos transitórios.
O alcoólatra ronda as possibilidades de satisfazer
a sede que lhe domina os centros de força.
Quem se apaixona
pelas organizações caprichosas do “eu”, gasta longos dias para desfazer as
teias de ilusão em que se lhe segrega a personalidade.
O programa antecede o serviço.
O projeto traça a realização.
O pensamento é energia irradiante. Espraiemo-lo
na Terra e prender-nos-emos, naturalmente, ao chão. Elevemo-lo para o Alto e conquistaremos
a espiritualidade sublime.
Nosso espírito
residirá onde projetarmos nossos pensamentos, alicerces vivos do bem e do mal.
Por isto mesmo, dizia Paulo, sabiamente: — “Pensai nas coisas que são de cima.”
terça-feira, 10 de setembro de 2013
LIVRO PÃO NOSSO - CHICO XAVIER POR EMMANUEL
NA REVELAÇÃO DA VIDA
“E os apóstolos davam, com grande poder,
testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante
graça. —(ATOS, CAPÍTULO 4, VERSÍCULO 33.)
Os
companheiros diretos do Mestre Divino não estabeleceram os serviços da
comunidade cristã sobre princípios cristalizados, inamovíveis. Cultuaram a
ordem, a hierarquia e a disciplina, mas amparavam também o espírito do povo,
distribuindo os bens da revelação espiritual, segundo a capacidade receptiva de
cada um dos candidatos à nova fé.
Negar, presentemente, a legitimidade
do esforço espiritista, em nome da fé cristã, é testemunho de ignorância ou
leviandade.
Os discípulos do Senhor conheciam a
importância da certeza na sobrevivência para o triunfo na vida moral. Eles
mesmos se viram radicalmente transformados, após a ressurreição do Amigo
Celeste, ao reconhecerem que o amor e a justiça regem o ser além do túmulo. Por
isso mesmo, atraíam companheiros novos, transmitindo-lhes a convicção de que o
Mestre prosseguia vivo e operoso, para lá do sepulcro.
Em razão
disso, o ministério apostólico não se dividia tão-somente na discussão dos
problemas intelectuais da crença e nos louvores adorativos. Os continuadores
do Cristo forneciam, “com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor
Jesus” e, em face do amor com que se devotavam à obra salvacionista, neles
havia “abundante graça.
O
Espiritismo evangélico vem movimentar o serviço divino que envolve em si, não
somente a crença consoladora, mas também o conhecimento indiscutível da
imortalidade.
As
escolas dogmáticas prosseguirão alinhando artigos de fé inoperante, congelando
as idéias em absurdos afirmativos, mas o Espiritismo cristão vem restaurar, em
suas atividades redentoras, o ensinamento da ressurreição individual,
consagrado pelo Mestre Divino, que voltou, Ele mesmo, das sombras da morte,
para exaltar a continuidade da vida.


















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